Seis anos se passaram desde que a COVID-19 começou a mudar o mundo. Seis anos desde que a pandemia nos obrigou a encarar o medo, a perda e a fragilidade da vida humana. Milhões de pessoas morreram, famílias foram despedaçadas e sociedades inteiras foram testadas. E, no entanto, parece que aprendemos muito pouco.
Mesmo diante de tantas mortes e sofrimentos, continuamos a agir como se nada tivesse acontecido. Continuamos egoístas, incapazes de pensar no outro, de priorizar o bem coletivo ou de respeitar a ciência que poderia nos proteger. A empatia, que deveria ter crescido com a tragédia, muitas vezes desapareceu tão rápido quanto veio o medo. Preferimos conforto e conveniência à responsabilidade e ao cuidado.
A pandemia não foi apenas uma crise de saúde. Ela foi um alerta sobre nossas fragilidades como indivíduos e como sociedade. Mostrou que nossas escolhas impactam diretamente a vida de quem está ao nosso redor. E ainda assim, muitos ignoram essa lição. Continuamos vulneráveis, despreparados e, em muitos casos, indiferentes.
Se nada mudou depois de tanto sofrimento, cabe perguntar: para que serviram todas essas vidas perdidas? A lição está diante de nós, mas insistimos em fechar os olhos. A responsabilidade de aprender e agir recai sobre cada um de nós. Ou aprendemos agora, ou continuaremos repetindo os mesmos erros, até que outra tragédia nos force a lembrar do que já deveríamos ter entendido.
O tempo passou, a dor ficou, e a pergunta permanece: seremos capazes de mudar ou estamos condenados a seguir ignorantes, mesmo diante da história?