Há 10 anos, no meu último ano da escola, tomei uma decisão que, sem que eu percebesse completamente na época, mudaria minha vida: escolhi ser jornalista. Talvez eu ainda não soubesse exatamente onde essa escolha me levaria, mas sentia, com uma clareza que só a paixão consegue dar, que era aquilo que eu queria fazer. Contar histórias, ouvir pessoas, compartilhar ideias e transformar informação em conhecimento sempre me fascinou. Em 2017, dei um passo concreto para realizar esse sonho ao entrar na faculdade de Jornalismo, e a cada semestre, a cada experiência, percebi que estava exatamente no caminho que deveria estar.
Desde cedo, sempre tive uma ligação intensa com os jornais. Não apenas pelo que eles comunicam, mas pelo processo por trás das notícias: investigar, questionar, entender diferentes perspectivas e construir relatos que realmente façam sentido para quem lê. A escrita sempre foi muito mais do que uma habilidade para mim; é uma forma de me expressar, de organizar minhas ideias, de dialogar com o mundo e, de certa forma, de transformar a realidade ao meu redor. Cada texto que produzo carrega comigo não apenas informações, mas um pouco da minha curiosidade e do meu olhar sobre o que acontece.
Sou extremamente comunicativa e acredito que ouvir e conversar são fundamentais para qualquer pessoa que queira se conectar de verdade com os outros. Essa característica não é apenas uma qualidade pessoal, mas também uma ferramenta essencial para minha atuação como jornalista. Gosto de entender histórias de vida, opiniões diversas e os detalhes que muitas vezes passam despercebidos, porque sei que é exatamente nesses detalhes que se encontram as histórias mais humanas e impactantes.
A leitura sempre foi uma grande companheira nessa jornada. Ler me inspira, abre portas para novos mundos, amplia minha visão e alimenta minha criatividade. Cada livro, cada reportagem, cada artigo lido se transforma em combustível para minha escrita e em motivação para continuar aprendendo. O jornalismo, para mim, nasceu dessa combinação de paixões: escrever, comunicar, ler, aprender e entender pessoas. É um caminho desafiador, mas incrivelmente gratificante, e é isso que me mantém motivada todos os dias.
Olhar para trás e perceber como minha trajetória começou há uma década me dá uma sensação de realização e também de expectativa pelo futuro. Sei que a caminhada ainda está cheia de aprendizados, oportunidades e histórias para contar, e é exatamente essa mistura de passado, paixão e desejo de crescer que me mantém firme no caminho que escolhi. Ser jornalista não é apenas uma profissão; é uma forma de estar no mundo, de se conectar com ele e de deixar uma marca positiva por meio da palavra.